Relise ou release? Se você já precisou escrever um texto para enviar à imprensa, provavelmente ficou em dúvida sobre qual das duas formas utilizar.
A resposta é simples: a forma correta é “release”.
A palavra vem do inglês e, no contexto da comunicação, é utilizada para identificar um texto produzido para apresentar uma informação de interesse jornalístico aos veículos de comunicação. Embora “relise” apareça com frequência na internet e até mesmo em conversas entre profissionais de comunicação, essa grafia é uma adaptação informal da pronúncia da palavra inglesa.
Mas saber que o correto é release é apenas o primeiro passo.
Afinal, o que exatamente é um release? Para que ele serve? Qual é a diferença entre um release e uma notícia? Como escrever um texto que realmente desperte o interesse de jornalistas? E um release garante publicação na imprensa?
Neste artigo, a PressWorks explica tudo isso e mostra como utilizar o release de maneira estratégica na comunicação de uma empresa.
Relise ou release: qual é o correto?
A forma utilizada no mercado de comunicação é release.
“Relise” é uma tentativa de escrever a palavra de acordo com a sua pronúncia em português. Como resultado, é possível encontrar a expressão em buscas na internet, redes sociais e conversas informais.
Porém, quando estamos falando de assessoria de imprensa, comunicação corporativa ou relacionamento com jornalistas, o termo utilizado é release.
Por isso, se você estiver escrevendo uma apresentação profissional, um documento de comunicação ou procurando uma empresa para divulgar uma notícia, prefira sempre:
Release.
Não:
Relise.
A dúvida existe principalmente porque a pronúncia em português se aproxima de “rilís” ou “rilíse”, dependendo do contexto e da região. Isso faz com que muitas pessoas escrevam a palavra da maneira como ela é ouvida.
Na comunicação profissional, entretanto, “release” é a grafia consolidada.
O que significa release?
No contexto da assessoria de imprensa, release é um texto produzido para apresentar uma informação com potencial jornalístico aos veículos de comunicação.
Ele pode ser utilizado para divulgar diferentes tipos de acontecimentos, como:
- lançamento de produtos;
- pesquisas;
- eventos;
- expansão de empresas;
- investimentos;
- mudanças no mercado;
- contratação de executivos;
- inaugurações;
- resultados;
- novidades tecnológicas;
- histórias de empreendedores;
- tendências de consumo;
- posicionamentos de especialistas.
O release funciona como uma ponte entre a empresa e o jornalista.
A organização possui uma informação que considera relevante. O assessor de imprensa organiza essa informação, identifica o ângulo jornalístico e apresenta o conteúdo aos profissionais que podem ter interesse no assunto.
É importante entender, porém, que release não é sinônimo de propaganda.
O objetivo não é simplesmente dizer que uma empresa é a melhor, a maior ou a mais inovadora.
O objetivo é apresentar uma informação que possa ser relevante para o público de determinado veículo.
Para que serve um release?
O principal objetivo de um release é chamar a atenção da imprensa para uma pauta.
Imagine que uma empresa de tecnologia desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para pequenas empresas.
Ela poderia simplesmente publicar uma página no próprio site anunciando o produto.
Mas também pode transformar a novidade em uma pauta para jornalistas que cobrem tecnologia, negócios, inovação e empreendedorismo.
O release apresenta o contexto, explica a novidade e disponibiliza informações que podem ajudar o jornalista a avaliar a pauta.
Se houver interesse editorial, o jornalista pode entrar em contato com a empresa, solicitar informações adicionais, entrevistar um executivo ou utilizar os dados apresentados para produzir uma reportagem.
Por isso, o release não deve ser encarado como uma matéria pronta que necessariamente será publicada.
Ele é, principalmente, uma ferramenta de relacionamento com a imprensa.
Release é a mesma coisa que notícia?
Não exatamente.
Embora os dois tenham características semelhantes, existe uma diferença importante.
A notícia é produzida pelo veículo de comunicação ou pelo jornalista para informar sua audiência.
O release é produzido pela empresa ou por sua assessoria de imprensa para apresentar uma pauta à imprensa.
Um release pode servir como fonte para uma reportagem, mas o jornalista não é obrigado a reproduzi-lo.
Isso é importante porque uma das principais características do jornalismo é a independência editorial.
A empresa apresenta a informação.
O jornalista decide se ela é relevante para seu público e como será abordada.
Release garante publicação?
Não.
Essa é uma das dúvidas mais importantes para quem está começando a trabalhar com assessoria de imprensa.
Enviar um release para jornalistas não significa que ele será publicado.
Os veículos recebem diariamente uma grande quantidade de sugestões de pauta. Os jornalistas precisam selecionar quais assuntos têm relevância para sua audiência naquele momento.
Uma pauta pode ser interessante e ainda assim não ser publicada.
Pode faltar espaço, o assunto pode não estar relacionado à cobertura daquele jornalista ou outra notícia pode ter prioridade.
Por isso, uma boa estratégia de assessoria de imprensa não consiste simplesmente em disparar o maior número possível de releases.
É preciso pensar em pauta, timing, público e jornalista.
Como escrever um bom release?
Um bom release precisa ser objetivo, claro e jornalístico.
O jornalista precisa conseguir entender rapidamente:
O que aconteceu?
Por que isso é relevante?
Quem está envolvido?
Quando aconteceu ou acontecerá?
Onde?
Quais são os dados importantes?
Quem pode falar sobre o assunto?
A estrutura tradicional ajuda a organizar essas informações.
1. Título
O título precisa apresentar a principal informação da pauta.
Evite títulos excessivamente publicitários.
Em vez de:
Empresa X revoluciona o mercado com produto incrível
Prefira:
Empresa X lança plataforma de inteligência artificial para pequenas empresas
O segundo título apresenta uma informação concreta e permite que o jornalista compreenda rapidamente o assunto.
2. Subtítulo
O subtítulo pode complementar a informação principal.
Ele pode apresentar um dado, explicar o impacto da novidade ou destacar algum aspecto relevante.
3. Primeiro parágrafo
O primeiro parágrafo é uma das partes mais importantes do release.
Ele precisa responder rapidamente às principais perguntas sobre a pauta.
Quem lê os primeiros parágrafos deve conseguir entender o que está sendo comunicado mesmo que não continue a leitura.
4. Desenvolvimento
Depois da abertura, o texto pode apresentar mais detalhes, dados, contexto e informações sobre a empresa.
É nesse momento que o release pode explicar por que aquela novidade é relevante para o mercado ou para o público.
5. Aspas
As declarações de executivos e especialistas ajudam a humanizar o conteúdo e oferecem ao jornalista uma fonte para a reportagem.
Uma boa aspas não deve simplesmente repetir o que já foi dito no texto.
Ela deve acrescentar análise, contexto ou uma perspectiva diferente.
6. Informações adicionais
Dependendo da pauta, o release pode incluir dados sobre o mercado, histórico da empresa, informações técnicas ou detalhes sobre um evento.
7. Sobre a empresa
No final, é comum incluir um pequeno texto institucional apresentando a empresa.
Essa seção deve ser objetiva.
O que evitar em um release?
Alguns erros são bastante comuns.
Excesso de linguagem publicitária
Expressões como “a melhor empresa do mercado”, “produto revolucionário” ou “solução imperdível” podem fazer o texto parecer um anúncio.
O jornalista está procurando informação, não publicidade.
Texto muito longo
Um release não precisa explicar absolutamente tudo sobre uma empresa.
O objetivo é despertar interesse e fornecer informações suficientes para que o jornalista possa avaliar a pauta.
Falta de dados
Sempre que possível, apresente números.
Dados ajudam a transformar uma afirmação corporativa em uma informação mais concreta.
Em vez de:
A empresa cresceu muito no último ano.
Prefira:
A empresa registrou crescimento de 35% na receita no último ano.
Não ter um porta-voz
Se a pauta envolve uma análise ou uma novidade importante, indicar quem pode falar sobre o assunto aumenta a utilidade do release.
Release precisa ter quantas palavras?
Não existe um tamanho obrigatório.
Um release pode ter 400, 600, 800 ou mais palavras, dependendo da complexidade da pauta.
O mais importante é evitar informações desnecessárias.
Uma pauta simples pode ser apresentada em um texto relativamente curto.
Uma pesquisa de mercado, por outro lado, pode exigir mais contexto, dados e explicações.
A pergunta correta não é:
“Quantas palavras precisa ter um release?”
Mas:
“Qual é a quantidade de informação necessária para explicar a pauta com clareza?”
Qual é a diferença entre release e artigo?
Essa também é uma dúvida frequente.
O release tem como objetivo apresentar uma pauta para a imprensa.
O artigo normalmente tem caráter mais analítico ou opinativo.
Um executivo pode escrever um artigo sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho, por exemplo.
Já um release poderia apresentar uma pesquisa da empresa sobre o mesmo assunto.
Os dois conteúdos podem falar sobre o mesmo tema, mas possuem objetivos diferentes.
Release para imprensa: como escolher os jornalistas?
Não adianta enviar uma pauta sobre inteligência artificial para qualquer jornalista disponível.
A segmentação é fundamental.
Uma pauta sobre varejo pode interessar a jornalistas que cobrem:
- varejo;
- negócios;
- consumo;
- tecnologia;
- economia.
Uma pauta sobre saúde provavelmente terá outro público.
Por isso, o trabalho de assessoria envolve identificar quem realmente cobre aquele assunto.
Essa segmentação aumenta a possibilidade de o conteúdo chegar a profissionais que tenham interesse editorial na pauta.
Distribuição de release: vale a pena?
A distribuição pode ampliar significativamente o alcance de um conteúdo.
Plataformas de distribuição de releases permitem que uma empresa publique e distribua uma notícia para uma rede de canais, além de facilitar o envio para jornalistas e profissionais de comunicação.
Esse modelo é especialmente interessante para empresas que precisam divulgar notícias de maneira recorrente ou querem estruturar sua comunicação.
Mas é importante diferenciar distribuição de mídia espontânea.
A distribuição coloca o conteúdo em circulação.
A mídia espontânea acontece quando um jornalista ou veículo decide utilizar aquela informação editorialmente.
São estratégias complementares, mas não exatamente iguais.
Release e assessoria de imprensa
O release é apenas uma das ferramentas utilizadas por uma assessoria de imprensa.
Uma estratégia completa pode envolver:
- planejamento de pautas;
- produção de releases;
- relacionamento com jornalistas;
- sugestões de entrevistas;
- preparação de porta-vozes;
- acompanhamento de oportunidades;
- monitoramento da imprensa;
- análise de resultados.
Por isso, contratar uma assessoria não significa simplesmente contratar alguém para escrever releases.
O trabalho envolve compreender o negócio e encontrar histórias que possam ser relevantes para a imprensa.
Como transformar uma informação da empresa em pauta?
Essa é uma das habilidades mais importantes de uma boa assessoria.
Imagine que uma empresa tenha lançado um novo produto.
A informação “empresa lança produto” pode não ser suficiente para despertar interesse.
Mas talvez o lançamento esteja relacionado a uma tendência maior.
Por exemplo:
“Brasileiros aumentam procura por soluções de automação e empresa lança ferramenta voltada a pequenas empresas.”
Agora existe contexto.
Outro exemplo:
Uma empresa abre uma nova unidade.
A informação pode ser transformada em:
“Empresa investe R$ 5 milhões e abre nova unidade para atender crescimento da demanda.”
A diferença está no ângulo jornalístico.
O release na era do SEO
O release também pode ter importância dentro de uma estratégia de presença digital.
Quando uma empresa conquista uma reportagem em um veículo relevante, essa publicação pode gerar uma nova referência pública sobre a marca.
Dependendo do veículo e da publicação, também pode existir potencial de tráfego, menções, links e fortalecimento da presença digital.
Por isso, comunicação e marketing digital podem trabalhar de maneira integrada.
Uma pauta pode começar na assessoria de imprensa e continuar no blog, nas redes sociais, na newsletter e em outros canais da empresa.
Release e GEO: uma nova oportunidade
Com a expansão das ferramentas de inteligência artificial generativa, existe uma nova camada de preocupação para as marcas: como elas aparecem quando consumidores fazem perguntas para sistemas de IA?
É nesse contexto que ganhou força o conceito de GEO, ou Generative Engine Optimization.
A ideia é trabalhar a presença e a autoridade de uma marca nos mecanismos generativos.
Nesse cenário, a comunicação com a imprensa pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de autoridade digital.
Uma empresa que possui informações consistentes publicadas em diferentes fontes pode construir um conjunto maior de referências públicas sobre sua atuação.
Isso não significa que um release, isoladamente, fará uma marca aparecer em respostas de inteligência artificial.
O trabalho é mais amplo.
Mas a combinação de conteúdo próprio, menções externas, entrevistas, especialistas e publicações pode contribuir para a construção de uma presença digital mais robusta.
Por que ainda vale a pena investir em release?
Mesmo com a evolução das redes sociais, influenciadores, anúncios e inteligência artificial, a imprensa continua sendo um canal importante de credibilidade.
Uma reportagem publicada por um veículo relevante possui uma característica diferente de um anúncio comprado pela própria empresa.
Existe uma terceira parte — o jornalista e o veículo — avaliando que aquela informação merece ser apresentada ao público.
É justamente essa independência que torna a mídia espontânea tão valiosa para muitas marcas.
Além disso, uma boa pauta pode gerar resultados que vão muito além da publicação original.
Uma entrevista pode virar vídeo.
Uma pesquisa pode virar artigo.
Uma reportagem pode ser compartilhada no LinkedIn.
Uma declaração de executivo pode ser utilizada em apresentações comerciais.
Uma publicação pode fazer parte da estratégia de reputação da empresa.
Como a PressWorks pode ajudar?
A PressWorks oferece uma estrutura para empresas que querem profissionalizar a distribuição de notícias e ampliar sua presença na mídia.
A plataforma permite trabalhar diferentes níveis de divulgação, de acordo com o objetivo e o momento da empresa.
Para quem está começando, o foco pode estar na construção de presença e distribuição.
Para empresas que já possuem uma estratégia mais estruturada, o objetivo pode ser ampliar a exposição e fortalecer a autoridade da marca em veículos relevantes.
O mais importante é entender que um release não deve ser tratado como um simples texto.
Ele é uma ferramenta de comunicação.
Quando bem planejado, pode transformar uma informação interna da empresa em uma pauta capaz de alcançar jornalistas, veículos e novos públicos.
Afinal, é relise ou release?
Agora você já sabe:
O correto é release.
“Relise” aparece como uma adaptação da pronúncia, mas não é a forma utilizada profissionalmente para designar esse tipo de conteúdo.
Mais importante do que acertar a grafia, entretanto, é entender a função do release.
Um bom release não é um anúncio.
Não é uma propaganda.
E também não é uma garantia de publicação.
É uma forma de apresentar uma informação relevante à imprensa, facilitar o trabalho do jornalista e criar oportunidades para que uma empresa, especialista ou organização faça parte de conversas que já estão acontecendo na sociedade.
E, em um cenário em que reputação, presença digital e autoridade se tornam cada vez mais importantes, o release pode continuar sendo uma ferramenta estratégica — especialmente quando faz parte de um trabalho integrado de assessoria de imprensa, conteúdo, SEO e GEO.
Perguntas frequentes sobre release
Relise ou release: qual é a forma correta?
A forma correta, no contexto da comunicação e da assessoria de imprensa, é release. “Relise” é uma adaptação informal da pronúncia da palavra.
O que é um release?
É um texto produzido para apresentar uma informação de potencial interesse jornalístico aos veículos de comunicação.
Todo release vira notícia?
Não. O jornalista e o veículo são responsáveis pela decisão editorial de publicar ou não uma pauta.
Quem pode produzir um release?
Empresas podem produzir seus próprios releases, mas muitas contam com assessorias de imprensa ou plataformas especializadas para estruturar e distribuir o conteúdo.
Release é propaganda?
Não. O release tem finalidade jornalística e busca apresentar informações relevantes à imprensa. Ele não deve ser tratado como um anúncio publicitário.
Quantas palavras deve ter um release?
Não existe um número obrigatório. O texto deve ter a extensão necessária para explicar a pauta com clareza e sem informações desnecessárias.
Um release ajuda no SEO?
Uma publicação conquistada a partir de uma pauta pode contribuir para a presença digital da empresa, especialmente quando gera menções, tráfego ou links em fontes relevantes. Porém, release e SEO possuem objetivos diferentes e devem ser trabalhados de maneira complementar.
Release ajuda no GEO?
Pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de autoridade digital, ao lado de conteúdo próprio, menções externas, entrevistas e outras fontes públicas sobre a marca. Não existe, porém, garantia de que um release isolado fará uma marca aparecer em respostas de ferramentas de IA.
Qual é a diferença entre release e assessoria de imprensa?
O release é uma ferramenta. A assessoria de imprensa é um trabalho mais amplo, que pode envolver planejamento de pautas, relacionamento com jornalistas, produção de conteúdo, entrevistas, acompanhamento e monitoramento de resultados.

